Bolacha recheada, salgadinhos, gelatinas, iogurtes e achocolatados são itens comuns na lancheira das crianças, mas além do alto índice de gordura e açúcar, esses alimentos podem conter outra substância perigosa à saúde: os corantes.

Mais do que causar reações alérgicas como asma, urticária e rinite, estudos recentes apontam que corantes e conservantes podem estar relacionados à hiperatividade e a distúrbios de concentração em crianças. Segundo uma comissão de especialistas reunidos pela FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador de alimentos e medicamentos nos EUA, os corantes podem contribuir para o comportamento hiperativo.

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é caracterizado por sintomas como desatenção, inquietude e impulsividade, e normalmente aparece na infância. As causas ainda são desconhecidas, mas acredita-se que fatores genéticos associados aos ambientais, que incluem a alimentação, possam desencadear o problema. “Ao excluir os alimentos com corantes e conservantes da dieta, cerca de 30 a 50% das crianças diagnosticadas com hiperatividade apresentaram melhoras significativas no comportamento hiperativo e no déficit de atenção. Porém, não há nenhum estudo que aponte qual corante ou conservante seja principal nesse processo”, explica Juciara Jardim, nutróloga do Hospital Villa-Lobos.

A relação entre corantes e hiperatividade é pesquisada desde a década de 1970, quando o médico Benjamin Feingold sugeriu uma ligação entre esse comportamento e a substância. No entanto, até hoje diversos estudos têm tentado avaliar os impactos do consumo no aumento da intensidade dos sintomas.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) libera o uso de 13 corantes artificiais, mas alguns tipos podem causar mais prejuízos à saúde. “Os que mais podem causar alterações de comportamento são o amarelo tartrazina, amaranto, vermelho ponceau, eritrosina e caramelo amoniacal”, explica a nutricionista Carolina Favaron.

Fonte: Site Natue Life